Metropolização da produção: Sagrima apresenta selo para produtos do Agropolo a gestores municipais da Grande Ilha

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Ao longo de 2016, o programa Agropolos, criado pelo Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Pesca (Sagrima) avançou com o projeto piloto implantado na Ilha de São Luís e se expandiu para outras regiões do estado. Os resultados alcançados ao longo do ano passado e as ações previstas para 2017 foram apresentadas aos gestores municipais da Grande Ilha (São José de Ribamar, Paço do Lumiar, São Luís e Raposa), nesta quinta-feira, 19.
Em destaque, o selo para os produtos das Unidades de Referência Produtiva (URPs), que indicarão para os consumidores, nos supermercados da região metropolitana, as frutas, hortaliças e outros itens genuinamente maranhenses.
“A reunião de hoje permite que os novos gestores municipais conheçam e venham a continuar contribuindo com esse trabalho que já vem dando certo há mais de um ano e cujos produtos já abastecem três redes de supermercados. Por isso estamos lançando o selo, para que a sociedade saiba que aqueles produtos que estão sendo consumidos são locais e do Agropolo, mostrando que, gradativamente, estamos avançando rumo à diminuição das importações de alimentos”, explica o secretário da Sagrima, Márcio Honaiser.
Entre as ações apresentadas estão a ampliação no número de que recebem assistência técnica e gerencial, que passaram de 40 a 125 propriedades; a implantação de sistemas de captação de energia solar, em módulos experimentais na Raposa e em São José de Ribamar; a distribuição de 30 mil litros do Biofertilizante Verdão, desenvolvido pela Sagrima, além de sementes e outros insumos.
Para o secretário municipal de Agricultura, Pesca e Abastecimento de São Luís, Ivaldo Rodrigues, os agropolos reforçam as parcerias entre o Governo do Estado e os municípios, em prol do aumento da produção e geração de emprego e renda. “O mais importante é unificar uma política de agricultura, pesca e abastecimento junto à Região Metropolitana, reforçando parcerias e otimizando tempo e recursos, para que os produtos sejam aprimorados e cheguem com maior qualidade á população”, disse.
Membros do comitê gestor, como instituições financeiras, de ensino, pesquisa, secretarias e órgãos de estado, além de parceiros do programa e produtores, estiveram presentes e discutiram as perspectivas para o programa. A entrega de kits de irrigação, de caminhão refrigerado para transporte de frutas e hortaliças, além da instalação de cinco estufas agrícolas, com capacidade total de produção de 1 milhão de mudas/mês e a fabricação de 20 mil litros de biofertilizante/mês estão entre os equipamento e ações já previstos para o primeiro trimestre do ano.
Sergimar da Silva, produtor da Pindoba, trabalha há 25 anos com agricultura e vê com bons olhos o que ainda está por vir. “O programa é muito bom, os técnicos estão indo para campo, o que é muito importante principalmente para os que não têm equipamentos e condições para entrar numa produção maior. Estamos na expectativa dos demais benefícios, que vão ajudar muito os agricultores”.
Agropolos em expansão
Os agropolos são espaços geográficos, nos quais produtores rurais, agroindustriais, instituições públicas, privadas e serviços especializados trabalham sistematicamente, com o objetivo de aumentar a produtividade para atender aos consumidores, a partir da produção, agroindustrialização e comercialização. Na implantação e gestão dos agropolos, a Sagrima conta com parceiros como instituições financeiras, de ensino e pesquisa, sindicatos e representantes dos municípios e da sociedade civil organizada.
Depois do sucesso do Agropolo da Ilha, iniciativa piloto, o programa se expandiu para os polos do Rio Balsas, Região Tocantina e Médio Mearim e chegará ainda nas regiões dos Cocais e Delta do Parnaíba.

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