Prefeitura reforma Escola Casa Familiar Rural e incentiva jovens a permanecerem no campo

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A Escola Casa Familiar Rural de São Luís, localizada no Quebra Pote, foi totalmente reformada e vai garantir aos jovens estudantes um ambiente mais adequado, melhor equipado e com mais conforto para o estudo. As obras, realizadas pela Prefeitura de São Luís sob coordenação da Secretaria Municipal de Educação (Semed), promoveram melhorias estruturais em todas as dependências do prédio. Em 15 anos de existência, esta é a primeira vez que a unidade é contemplada com reforma geral. As obras na unidade integram o projeto da gestão do prefeito Edivaldo que está reestruturando mais de 100 escolas da rede municipal de ensino.

Acompanhado de secretários municipais e autoridades políticas, o prefeito Edivaldo visitou a escola, no último sábado (29), para acompanhar os procedimentos finais da obra. “É uma prioridade nossa favorecer o desenvolvimento das ações na zona rural e com esta obra estimulamos a permanência dos jovens no campo, oferecendo formação em ambiente adequado e valorizando as famílias produtoras”, reiterou o prefeito.

O titular da Semed, Moacir Feitosa, enfatizou a importância das obras para a qualidade e acesso das famílias às ações da escola. “A educação rural tem importante relação com o desenvolvimento da localidade, pois contribui, de maneira destacada, na formação dos jovens e para o fortalecimento das ações produtivas e sociais. Compromissado com essas comunidades, o prefeito Edivaldo promoveu as melhorias, sensível à demanda”, disse o titular da Semed.

Na avaliação da diretora da escola, Sâmara Viegas, estimular as comunidades agricultoras na busca de suas potencialidades é melhorar a qualidade de vida e desenvolver o espírito associativo. “Essa é a missão da nossa escola e com essas melhorias teremos todas as condições de cumpri-la, mantendo as oportunidades para as novas gerações”, afirmou.

A escola recebeu serviços em toda a estrutura física, com recuperação da alvenaria, pintura interna e externa; o ginásio foi reconstruído e ganhou passarela de acesso à escola; reconstrução dos banheiros; a sala da secretaria recebeu forro e divisórias; e a cozinha foi totalmente reformada. Outro benefício das obras é a segurança com a instalação de uma segunda portaria que servirá à comunidade. Assim, quem precisar utilizar a estrutura para alguma atividade, não vai interferir na rotina escolar.

A produtora Maria Madalena Ferreira dos Santos, 43 anos, tem orgulho da escola onde estudam os seus dois filhos. Para ela, o ingresso dos jovens na educação específica para o campo é uma esperança de que a pequena produção da família possa se desenvolver. “Vejo que o ensino que é repassado para os alunos é diferenciado. Eu percebo nos meus filhos a paixão por tudo que estão aprendendo e pelas coisas do campo. Vejo que estão estimulados para melhorar a nossa produção. Isso me alegra”, relatou.

Criação de peixes e cultivo de frutas e hortaliças são a maior parte da produção do pequeno agricultor Celso Rodrigues, que sempre participa das formações oferecidas na Escola Casa Familiar Rural. Ele avalia a reforma como uma oportunidade para mais jovens se interessarem pelas atividades do campo. “Se tiver uma estrutura boa, o jovem vai gostar, vai se animar. Aqui eles passam a semana interagindo e quando chegam em casa já têm muita coisa para colocar em prática. É uma escola muito boa, que todo pai e mãe da zona rural quer que seu filho estude”, disse ele.

A escola oferece educação integral aos cerca de 60 alunos hoje regularmente matriculados na unidade. Os conteúdos trabalhados nas aulas vão desde os ministrados na educação regular até atividades voltadas para o campo e para a agricultura familiar. O ciclo de atividades é fundamentado na metodologia educacional da pedagogia da alternância. O adolescente passa uma semana na escola e, em seguida, duas semanas na comunidade, compartilhando o conhecimento adquirido na escola e desenvolvendo a agricultura em sua própria casa. Toda a estrutura é garantida ao jovem estudante no semi-internato – são cinco refeições diárias, aulas durante todo o dia e espaço de descanso com dormitórios masculino e feminino.

Equipes de professores promovem ainda visitas técnicas nas casas dos alunos para identificar suas vocações e promover a integração com as famílias. Os alunos são das comunidades rurais do bairro e entorno. “Criamos um vínculo com os alunos e seus familiares. É permanente o trabalho de integrar a comunidade escolar e a família tendo como objetivo a formação eficiente destes jovens”, reitera a diretora Sâmara Viegas.

A Escola Casa Familiar Rural tem como objetivo oferecer aos jovens uma formação integral voltada ao meio rural agrícola. Esse modelo surgiu na França, em 1937, e era administrado por famílias camponesas que queriam estender a formação rural aos filhos. Hoje, o modelo se transformou em projeto de política pública e está em presente em quase todos os estados brasileiros. As casas rurais têm como meta estimular a permanência dos jovens no campo oferendo formação integral a alunos de nível fundamental voltada ao meio agrícola.

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