O grande ato político que marcou o lançamento da pré-candidatura de Orleans Brandão ao governo do Maranhão produziu um efeito colateral imediato nos bastidores: começou a debandada no grupo comunista que ainda insistia na candidatura do vice-governador Felipe Camarão. Enquanto tentavam minimizar o tamanho do evento, muitos já tratavam de procurar um novo porto político.
O movimento foi tão rápido que pegou gente de surpresa. O próprio Camarão passou a admitir publicamente, em postagem na rede X, a possibilidade de compor uma chapa com o prefeito de São Luís, Eduardo Braide, uma mudança de rota que, na prática, soa como reconhecimento de que o seu projeto de candidatura própria entrou em fase terminal.
Entre seus aliados mais barulhentos nas redes sociais, a metamorfose também chama atenção. Perfis que até ontem atacavam diariamente a gestão de Braide agora passaram a distribuir elogios ao prefeito com uma rapidez digna de manual de sobrevivência política. O que antes era alvo de críticas virou, de repente, possível abrigo.
Nos bastidores, a leitura é clara: a demonstração de força do evento de Orleans mexeu no tabuleiro e acelerou a reacomodação de quem teme ficar sem espaço na disputa de 2026. Sem o comando político que antes emanava de Flávio Dino, parte desse grupo parece vagar em busca de um novo padrinho.
Resta saber se Eduardo Braide está disposto a abrir espaço para essa turma recém-convertida ou se os antigos aliados de Camarão continuarão à deriva, tentando encontrar um barco que ainda aceite passageiros depois que o deles começou a fazer água.

