
Braide apela a fakes e pesquisa suspeita para inflar pré-campanha
Sem grupo político, sem capilaridade no interior e cada vez mais isolado, Eduardo Braide decidiu apostar no atalho mais conhecido da política digital: inflar artificialmente a própria imagem. O lançamento da sua pré-candidatura veio acompanhado de um volume de engajamento nas redes que levanta mais suspeitas do que entusiasmo, com números inflados por perfis falsos e impulsionamento pouco transparente.
Nos bastidores, a leitura é clara: sem conseguir construir alianças reais, Braide tenta fabricar popularidade no ambiente virtual. O problema é que o desempenho “turbinado” nas redes destoa completamente da realidade política. Em poucos dias, o prefeito passou a exibir métricas superiores às de figuras como Donald Trump e Neymar Jr., um feito que, longe de impressionar, acende o alerta sobre o uso de robôs e compra de engajamento.

Como se não bastasse, Braide ainda colocou em circulação uma pesquisa do Instituto Veritá que, segundo adversários, “não se sustenta em pé”. O levantamento aponta um cenário completamente descolado das demais medições conhecidas e tenta vender a ideia de vitória em primeiro turno. O histórico do instituto, com dezenas de questionamentos judiciais e episódios controversos, só aumenta a desconfiança.
Sem base consolidada e com apoio restrito, Braide parece ter escolhido substituir articulação política por marketing agressivo. Resta saber até quando números inflados na internet e pesquisas contestadas conseguirão sustentar um projeto que, fora das telas, ainda não encontrou lastro real.

