
Durante praticamente toda a sua gestão, o ex-governador Flávio Dino – hoje ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) – repetiu como um mantra, sempre que confrontado com números desfavoráveis para o Maranhão, que a culpa era de uma suposta “herança maldita” deixada pela ex-governadora Roseana Sarney (MDB).
A própria emedebista e parte da imprensa sempre contestaram essa postura do ex-comunista.
Por um motivo simple: ele recebeu da sua antecessora um Estado saneado, com aproximadamente R$ 2 bilhões em caixa, disponíveis para uso desde o primeiro dia da administração.
Mas eis que Dino já não é mais governador, e o seu sucessor, Carlos Brandão (sem partido), é quem tem que arcar com os resultados de uma “pedalada” da gestão passada.
O sucessor e o povo do Maranhão.
Nesta quinta-feira, 29, foi confirmada a renovação da concessão da gestão do Porto do Itaqui para o Governo do Maranhão, via Emap.
A um custo absurdo, no entanto.
Em virtude de saques irregulares feitos na gestão Dino, a gestão Brandão precisou assumir uma dívida de quase R$ 500 milhões para garantir a manutenção do controle do porto (saiba mais).
Valor que será pago ao longo de 26 anos.
Herança maldita é isso, Flávio Dino!

