
O deputado estadual Fernando Braide (PSD) analisou o cenário político para as próximas eleições no Maranhão, focando nas articulações em torno da possível pré-candidatura de seu irmão, o atual prefeito de São Luís, Eduardo Braide, ao Governo do Estado. Em entrevista ao colega jornalista John Cutrim, o parlamentar foi enfático ao abordar a viabilidade de alianças e a composição da chapa majoritária.
Questionado sobre uma possível aproximação entre o grupo de Eduardo Braide e setores da oposição ligados ao “dinismo” (aliados do ex-governador Flávio Dino) e comunistas, Fernando Braide não descartou o diálogo. Segundo ele, o foco principal de uma eventual campanha majoritária será o enfrentamento ao grupo do atual governador Carlos Brandão.
”Temos que buscar os apoios possíveis para derrotar a máquina, derrotar o governo Brandão”, afirmou o deputado. Fernando criticou a postura do atual governador, sugerindo que Brandão confia excessivamente no apoio da classe política para eleger seus sucessores. “Para mim, a força do povo é muito maior do que a força da máquina”, rebateu.
Um dos pontos mais polêmicos da entrevista foi a análise sobre a senadora Eliziane Gama (PSD). Apesar de pertencerem ao mesmo partido, Fernando Braide classificou como “praticamente impossível” a presença da senadora na chapa de Eduardo Braide em uma disputa pelo Senado.
O deputado apontou uma “crise de identidade” política na atuação de Eliziane. “Primeiro ela tem que definir de que lado está. Vemos ela dizendo que é pré-candidata ao Senado aqui, enquanto o irmão dela, indicado por ela para o partido Cidadania, está apoiando outro candidato ao governo”, pontuou Fernando. Para ele, a falta de alinhamento político e as contradições familiares e partidárias tornam a permanência da senadora no grupo de Braide inviável no momento.
Apesar das movimentações intensas nos bastidores, Fernando Braide ressaltou que qualquer definição sobre nomes para o Senado ou para o cargo de vice-governador só ocorrerá após a confirmação oficial da pré-candidatura de Eduardo Braide. “A questão de composição de chapa fica mais para a frente, na época das convenções. Primeiro é necessário consolidar a pré-candidatura ao governo e observar o avanço desse projeto”, concluiu.
Gilberto Leda

