Um certo Instituto Veritá, do interior de Minas Gerais, conhecido por pesquisas de resultados suspeitos, reapareceu no Maranhão na semana em que o ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide, se lançou pré-candidato ao governo.
Os números apresentados contrariam prognósticos divulgados nos últimos dias por institutos com muitos acertos no Brasil e no Estado, Quaest, Paraná e Econométrica, todos apontando uma disputa que se equilibrou a partir da estagnação de Braide (PSD) em torno dos 32% e da ascensão de Orleans Brandão (MDB).
A estratificação do Veritá privilegia a capital, com 30% dos entrevistados, quando São Luís representa menos de 18% do eleitorado maranhense. Esse mesmo instituto aparece em prestações de conta da Prefeitura, de 2023 e 2024, chefiada por Eduardo Braide até o começo da semana.
No início deste ano, o Veritá, em pesquisas com resultados divulgados somente no Maranhão, e por plataformas digitais alinhadas com o então prefeito, o chefe da gestão municipal de São Luís era dado como o melhor prefeito do Brasil.
Há dois anos, na eleição municipal, o Veritá incluiu dentre os postulantes ao Palácio de La Ravardière o ex-prefeito e ex-governador João Castelo, àquela altura falecido há 8 anos.
Na pesquisa divulgada ontem, o Veritá diz que, para a disputa pela presidência da República, Lula, do PT, e Flávio Bolsonaro, do PL, estão tecnicamente empatados no Maranhão, contrariando todos os institutos reconhecidamente idôneos, que dão o atual presidente como o preferido dos maranhenses, à frente do seu opositor com pelo menos 30 pontos percentuais.
Outras correntes políticas envolvidas com a disputa deste ano no Maranhão, ingressarão na Justiça Eleitoral, com pedido de investigação sobre a pesquisa divulgada pelo Veritá, curiosamente custeada pelo próprio instituto mineiro.
Com informações do Blog do Antonio Martins

