Denúncia Grave: Yglésio propõe CPI para investigar decisões judiciais dando vagas no curso de Medicina da UEMA

Uma denúncia grave de que alguma esquema está acontecendo para dar vagas a estrangeiros oriundos de faculdades particulares no curso de medicina da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA). O deputado César Pires tocou no assunto primeiramente e, em seguida, o deputado Dr. Yglésio também disse que foi procurado sobre o caso e pediu a abertura de uma CPI.

Foram 17 vagas concedidas por decisões liminares de um mesmo magistrado no curso de medicina da Uema de Caxias. Segundo o deputado, é de se desconfiar como são dadas decisões liminares (precárias) para que estrangeiros de faculdades particulares tenham ingresso na Universidade Pública.

Yglésio salientou que além do indício de ilegalidade, as decisões causam grande problema para gerir o curso de medicina, que é caro e precisa de preparo para cada aluno. Receber 17 de uma vez por decisão judicial prejudica a Uema.

“As universidades têm que estar preparadas para receberem os estudantes. E isso demanda infraestrutura. Fazer curso de Medicina é ter laboratório suficiente para que os estudantes tenham acesso aos estudos, garantir que tenha uma turma dentro do Hospital Universitário, que seja compatível com a quantidade de alunos, que o mesmo paciente não seja tocado dez, quinze, vinte vezes por conta de falta de condições hospitalares. Então tem uma série de coisas a serem analisadas e que estão passando aqui a toque de caixa. Todos os alunos de transferência externas vêm de faculdades particulares. Quer transferir? Está na Bolívia e quer vir para o Brasil? Transfere para uma universidade particular. Porque a universidade particular se submete às leis de mercado, porque ela consegue rapidamente comprar estrutura e ampliar a estrutura laboratorial, porque você está pagando. Como é que não vai criar a estrutura? Particular transfere para particular. Não tem que vir transferido sob liminar para a pública, o mesmo magistrado sempre proferindo sentenças”, afirmou.

O deputado também questionou o fato de Caxias ter três Varas Cíveis, mas a distribuição destes processo cair sempre para o mesmo magistrado, que tem dado estas decisões. Segundo ele, o magistrado já foi investigado pela Corregedoria por agiotagem, inclusive no caso Décio Sá.

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