Há 40 dias do prazo de desincompatibilização para concorrer ao Governo do Estado, o prefeito de São Luís, Eduardo Braide, enfrenta um verdadeiro dilema eleitoral: a ausência de grandes obras — as chamadas obras estruturantes — após mais de cinco anos de gestão à frente da capital maranhense.
Alguns aliados próximos avaliam que as intervenções realizadas no trânsito e a reforma de prédios públicos já existentes não seriam suficientes para convencer o eleitor maranhense de que ele é a melhor opção para ocupar o cargo de governador.
A inexistência de uma obra de grande porte, como um elevado, um hospital novo, uma escola modelo ou um amplo espaço de lazer, a exemplo de um grande parque, pode comprometer as chances de Braide. Seu mandato acaba sendo associado a uma atuação mais administrativa, focada na manutenção urbana, pouco diferente do perfil adotado por seu antecessor, Edivaldo Holanda Júnior.
Além disso, o problema recorrente do transporte público pode pesar negativamente em uma eventual candidatura. Em cinco anos, a gestão acumulou aumento da tarifa, sucessivas greves e reclamações quanto à qualidade do serviço prestado à população, evidenciando dificuldades para solucionar um dos principais desafios da capital.
Diante desse cenário, Eduardo Braide terá o desafio de convencer o eleitorado de que está preparado para governar o Maranhão. Especialmente porque poderá enfrentar um candidato apoiado pelo governo estadual, responsável por obras de grande visibilidade em São Luís, como a extensão da Avenida Litorânea e a Avenida Metropolitana.
Talvez seja justamente esse contexto que explique a indefinição do prefeito quanto à decisão de deixar o cargo para disputar o governo.

