Fufuca vai deixar ministério do governo Lula? Pasta diz que não…A federação formada por União Brasil e Progressistas (PP) anunciou nesta terça-feira (2) que seus filiados deverão deixar os cargos que ocupam no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Fufuca vai deixar ministério do governo Lula? Pasta diz que não…

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📅 02/09/2025 22h23

A federação formada por União Brasil e Progressistas (PP) anunciou nesta terça-feira (2) que seus filiados deverão deixar os cargos que ocupam no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão atinge diretamente os ministros André Fufuca (Esporte) e Celso Sabino (Turismo), ambos deputados federais licenciados, que têm até 30 de setembro para entregar os postos.

Apesar do anúncio, o Ministério do Esporte afirmou hoje que Fufuca segue trabalhando “normalmente”. Por meio de nota, a pasta informou que ele “cumpre rigorosamente a sua agenda institucional e segue despachando normalmente”.

De acordo com as legendas, o descumprimento do prazo implicará afastamento imediato das atividades partidárias e até expulsão, conforme os estatutos internos. A medida, porém, não se aplica a outras indicações ligadas às duas siglas em órgãos estratégicos, como a presidência da Caixa Econômica Federal, ocupada por Carlos Vieira, e os ministérios das Comunicações e Integração, comandados por Frederico Siqueira e Waldez Góes, indicados pelo União Brasil.

O anúncio ocorre em meio a um cenário de tensão política no Congresso, marcado pelo julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e por discussões em torno de uma eventual anistia. Com a decisão, a base aliada do governo Lula perde força significativa: juntos, União Brasil e PP reúnem 109 deputados e 14 senadores, além de quatro ministérios.

A reação do Planalto foi imediata. A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, afirmou que respeita a decisão das siglas, mas destacou que a permanência no governo exige “compromisso com o presidente Lula e com as pautas centrais do governo”, citando a defesa da justiça tributária, da democracia e do estado de direito. Para o Palácio do Planalto, a postura de Fufuca e Sabino será fundamental para avaliar o tamanho real da ruptura e seus impactos no cenário eleitoral de 2026.

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