Eduardo Braide anunciou Lahesio Bonfim como segundo nome ao Senado e fechou a chapa que pretende apresentar ao Estado. A escolha define de vez o grupo como bolsonarista e traz para a campanha questionamentos que não podem ser ignorados.
Até agora, Braide vinha cultivando uma posição confortável: nem abertamente alinhado à direita bolsonarista, nem identificado com o campo de Lula. Um discurso calculado para agradar públicos diferentes e evitar o custo de assumir lado.
A entrada de Lahesio Bonfim na chapa rompe de vez essa ambiguidade. Ao escolher mais um nome ligado ao bolsonarismo, Braide começa a sair de cima do muro e revela para onde seu projeto político pretende caminhar.
Este não é o primeiro aceno declarado do candidato para a extrema direita. A escolhida como vice para a sua chapa, Elaine Carneiro, é conservadora declarada, fã de Nikolas Ferreira e uma das grandes opositoras da esquerda no Maranhão.
Bem como André Fufuca, político de centro , fisiologista que sempre muda de lado com as suas conveniências. Apoiou a presidência de Bolsonaro até 2022, subiu no palanque e virou ministro do Esporte de Lula até bem pouco tempo e, mais uma vez, mudou de lado e escolheu Braide para este novo projeto.
Agora, precisa explicar ao eleitor se essa aproximação é apenas uma conta eleitoral ou se representa adesão às ideias e compromissos desse grupo. Porque posar como independente durante anos e escolher aliados ideológicos na hora da eleição também diz muito sobre um candidato.

