ALEMA

Braide aprovou empréstimo do governo comunista como instrumento legítimo de gestão e investimento; na pré-campanha, tenta transformar  mesmo mecanismo em discurso para atacar adversários…

Braide aprovou empréstimo do governo comunista como instrumento legítimo de gestão e investimento; na pré-campanha, tenta transformar mesmo mecanismo em discurso para atacar adversários…

O ex-prefeito de São Luís e pré-candidato ao governo do Maranhão, Eduardo Braide, voltou a atacar operações de empréstimo feitas pelo poder público em um vídeo publicado nas redes sociais. O problema é que o discurso adotado agora entra em choque direto com a trajetória que ele próprio construiu quando exerceu mandato parlamentar.

Durante o período em que foi deputado estadual, Braide votou favoravelmente a diversas operações de crédito encaminhadas pelo governo Flávio Dino à Assembleia Legislativa. Em alguns casos, inclusive, ajudou a acelerar a tramitação das matérias, defendendo urgência para aprovar empréstimos milionários junto a bancos públicos e organismos internacionais.

A mudança de postura tem sido vista nos bastidores políticos como mais um exemplo de conveniência eleitoral. Quando estava no Parlamento, Eduardo Braide tratava empréstimos como instrumentos legítimos de gestão e investimento. Agora, em pré-campanha, tenta transformar o mesmo mecanismo em discurso político para atacar adversários e alimentar narrativas de oposição.

A contradição não passou despercebida. Afinal, os registros da Assembleia Legislativa mostram que o Braide que hoje critica empréstimos é o mesmo que, no passado, ajudou a aprovar operações semelhantes sem demonstrar qualquer indignação. Em política, discurso pode até mudar com o tempo. O problema começa quando a memória pública continua registrada nos votos.

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