A direção nacional da sigla protocolou uma reclamação no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a anulação da indicação de Daniel Brandão como conselheiro da Corte de Contas estadual.
Até agora, nenhuma das ações que tramitam na corte sobre o tema – e que têm o ex-comunista Flávio Dino, hoje ministro, como relator – trata diretamente do caso de Brandão, embora o próprio magistrado maranhense já tenha dado a entender que uma decisão sua no caso pode retroagir.

O ponto nevrálgico é (como não poderia deixar de ser quando se trata da esquerda) a incoerência, o duplo padrão dos comunistas.
Se não, vejamos: o PCdoB aponta, agora, supostas irregularidades na formalização da escolha de Daniel Brandão para o TCE. Diz o partido que houve, por exemplo, fraude em documentos e problemas com idoneidade do conselheiro.
Isso o tornaria inapto a concorrer à vaga.
Mas, ora, o mesmo PCdoB aprovou a indicação do novo conselheiro, hoje presidente do TCE maranhense, dando-lhe quatro votos quando do processo de escolha pela Assembleia Legislativa.
E não apenas isso: após votação aberta e nominal, o presidente em exercício do Parlamento Estadual, deputado Rodrigo Lago, que é (vejam só!) do PCdoB, promulgou o Decreto Legislativo 003/2023, oficializando a indicação de Daniel Brandão para a vaga.
Das duas uma: ou o PCdoB participou de uma fraude, ou está apenas tentando criar embaraços a Daniel Brandão como forma de atingir seu tio, o governador Carlos Brandão, a quem o partido, hoje, faz oposição.
Não existe uma terceira opção…

