O senador Weverton Rocha (PDT) negou qualquer envolvimento com os fatos investigados no chamado caso Tech Office. A manifestação ocorre após o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirar o sigilo de ações nas quais o nome do parlamentar aparece.
Um inquérito apura se o senador atuou para tentar obstruir as investigações de um assassinato ocorrido em 2022 no Maranhão. A suspeita é que ele tenha tentado influenciar o ministro Humberto Martins, do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Weverton ressaltou que, na época do episódio investigado, disputava o Governo do Maranhão e não integrava o mesmo grupo político das pessoas citadas no caso. “Eu era candidato a governador na eleição passada e nem parte do mesmo grupo eu fazia. Portanto, nada eu tenho a ver com essa situação”, declarou.
O senador também se pronunciou sobre referências a possíveis contatos com Martins. Segundo ele, as conversas ocorreram no exercício regular do mandato e fazem parte do diálogo institucional mantido por parlamentares durante a tramitação de projetos no Congresso Nacional.
“Todos do Congresso Nacional sabem que eu já fui relator de vários projetos. Obviamente, você sempre tem diálogo institucional dentro de gabinete”, afirmou.
Weverton acrescentou que uma eventual coincidência entre a visita do magistrado ao seu gabinete e algum dos fatos investigados não seria suficiente para vinculá-lo ao caso. Para o parlamentar, a tentativa de estabelecer essa relação constitui uma “forçação”.
