‘A eleição do medo é, por isso mesmo, a eleição da esperança’…Por Joaquim Haickel




Esta é a eleição do medo.
Medo de continuarmos sob um governo corrupto e aparelhado, no qual o Estado está a serviço de uma ideologia que se proclama democrática, mas apoia e incentiva a ruptura do devido processo legal, a perseguição de pessoas e grupos, o desrespeito à Constituição e práticas irresponsáveis que destroem a economia nacional.

‘A eleição do medo é, por isso mesmo, a eleição da esperança’…

🟢 4 pessoas lendo esta matéria agora
Tamanho do texto:
📅 23/10/2026 09h22

Por Joaquim Haickel

‘A eleição do medo é, por isso mesmo, a eleição da esperança’…

Esta é a eleição do medo.

Medo de continuarmos sob um governo corrupto e aparelhado, no qual o Estado está a serviço de uma ideologia que se proclama democrática, mas apoia e incentiva a ruptura do devido processo legal, a perseguição de pessoas e grupos, o desrespeito à Constituição e práticas irresponsáveis que destroem a economia nacional.

Há também, do outro lado, o medo de que um novo governo possa significar a perda de liberdades individuais e coletivas e a redução de benefícios sociais; de que a diminuição do tamanho do Estado acarrete prejuízos para a classe artística; e de que o país sofra um retrocesso institucional capaz de conduzi-lo a um regime autoritário.

Esta é também a eleição da promessa vazia, da mentira e da compra disfarçada de votos.

São promessas repetidas ano após ano sobre medidas que seriam tomadas, mas nunca foram. Semeaduras anunciadas que jamais produziram colheitas e que voltam a ser prometidas sempre que interessam ao profeta. São números e índices manipulados para anestesiar uma plateia faminta e migalhas concedidas justamente na hora do voto.

Do outro lado, surgem promessas feitas por quem precisa apresentar-se como alternativa e, não encontrando outra saída, acaba recorrendo aos mesmos métodos daquele que pretende substituir. Promete o futuro sem saber se poderá realizá-lo, omite o que não lhe convém e silencia diante das verdades que poderiam afastar eleitores.

E eu, que vivi grande parte de minha vida na política e tanto me empenhei em compreender os mecanismos que a regem, sinto-me enojado. Minha capacidade de entendimento parece esgotada pelo cansaço e pela desesperança.

A última e única saída que consigo enxergar nasce de uma constatação elementar: não é admissível que as coisas continuem como estão.

Por mais incerto e imprevisível que seja o futuro, ainda me parece infinitamente mais aceitável do que a permanência deste presente, consolidado por um passado completamente desastroso.

Esta é a eleição do medo. Mas é justamente o medo de permanecer onde estamos que faz nascer a esperança de mudar.

🔎 Apuração e Checagem Editorial Conteúdo produzido pela redação com base em apuração jornalística própria, checagem de fatos e fontes oficiais da região.
📝 Redação / Cobertura Especial ⚖️ Todos os direitos reservados. Reprodução permitida mediante citação da fonte.
📬 Canal da Redação: viu algum erro nesta matéria ou tem informações para complementar?
Reportar Erro / Enviar Pauta
0 0 votes
Article Rating
Inscrever-se
Notify of
guest
0 Comentários
0
Would love your thoughts, please comment.x